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Projetos

A equipe do IRCOS possui uma larga experiência em administração de projetos, fortalecida durante a coordenaçâo do Projeto Recifes Costeiros, da qual participaram membros da diretoria e do conselho, e durante a execução e gestão de varios outros projetos, alguns já executados e outros ainda em andamento.  Abaixo, segue um resumo dos projetos desenvolvidos pela equipe do Instituto:


Projeto Recifes Costeiros“Projeto Recifes Costeiros”

Coordenador: Dr. Mauro Maida
(Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)

O Projeto Recifes Costeiros, desenvolvido e executado por uma equipe multidisciplinar, atua desde 1995 para a inclusão da conservação dos recifes de coral na política ambiental brasileira. Esse trabalho resultou, por exemplo, na criação em 1997, da maior unidade de conservação marinha no Brasil, e a primeira a incluir recifes costeiros do nordeste: a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. A criação dessa unidade de conservação serviu como base legal para o início do ordenamento do uso dos recifes costeiros entre Tamandaré – PE e Paripueira – AL.

Dentre os vários experimentos desenvolvidos pelo Projeto Recifes Costeiros destacam-se: a implantação de áreas fechadas para a recuperação dos recifes de coral na APA; o desenvolvimento de um programa de monitoramento dos recifes brasileiros (Reef Check Brasil); a criação do Parque Natural Municipal Marinho do Forte de Tamandaré; e a criação de Conselhos Municipais de Defesa do Meio Ambiente em municípios da região.

As ações do Projeto Recifes Costeiros, resultado do esforço conjunto do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco  (UFPE) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), através do Centro de Pesquisa e Extensão Pesqueira do Nordeste (CEPENE) e do Centro de Mamíferos Aquáticos  (CMA), foram inicialmente financiadas em 1995, pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza que, consolidou com esse investimento, a criação da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais. Devido à repercussão internacional das ações de conservação dos recifes da região, o Projeto em 1998 foi contemplado com uma doação a fundo perdido de um organismo internacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, e no mesmo ano sua equipe técnica foi agraciada com o Prêmio “Pew Fellows Program in Marine Conservation”, investimentos que garantiram as ações desenvolvidas até o ano de 2006.

Site: www.recifescosteiros.org.br/prc (Em breve no ar)

 




Projeto Coral Vivo“Projeto Coral Vivo”

Coordenador: Dr. Clóvis Barreira e Castro  
(Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)

O Projeto CORAL VIVO, instalado no Arraial d’Ajuda Eco Parque,  teve início em 2004 com  financiamento do Fundo Nacional do Meio Ambiente. Os principais objetivos do projeto são: desenvolver pacote tecnológico para recuperação de recifes degradados no Brasil; avaliar áreas recifais para a implantação de programa de repovoamento de corais; iniciar ações diretas de recuperação de comunidades coralíneas degradadas; desenvolver programas de conscientização social através de divulgação na mídia do Projeto e suas atividades. Entre as principais realizações do CORAL VIVO, destacam-se o acompanhamento das desovas simultâneas do coral Mussismilia harttii em Tamandaré (PE) e Porto Seguro (BA), bem como a fecundação e desenvolvimento dessa espécie. Pela primeira vez no Brasil foram acompanhadas todas as fases da reprodução de um coral em laboratório. O fato desses corais se reproduzirem exatamente na mesma época, em locais bastante distantes, é uma fantástica descoberta, de enorme importância para a conservação e manejo dos ambientes recifais brasileiros. Os pesquisadores ligados ao Projeto CORAL VIVO realizaram a fecundação e já conseguiram diversos embriões e larvas. É um passo muito importante para o início de atividades diretas de recuperação de comunidades de corais em recifes degradados. O Projeto CORAL VIVO pretende a partir dessa experiência pioneira, otimizar a produção de larvas e realizar a reprodução de outras espécies, em aquários e tanques, para futuramente semear os recifes com juvenis de corais.

Site: www.coralvivo.org.br

 



Programa Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil

Coordenadora: Dra. Beatrice Padovani Ferreira
(Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)

A implementação de uma rede nacional de monitoramento de recifes de coral começou em 2002 com a aprovação, pelo PROBIO, do “Programa Piloto Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil”, executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco (FADE/UFPE), coordenado pelo Departamento de Oceanografia da UFPE, com o apoio do Instituto Recifes Costeiros e do Centro de Pesquisas e Gestão dos Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste - CEPENE/IBAMA. Um dos principais objetivos do Programa Piloto, que contou com a participação de vários pesquisadores de outras Instituições, foi estabelecer as bases para a criação de um programa nacional de monitoramento para os recifes de coral, articulando e envolvendo as unidades de conservação existentes nesses ambientes, através da implantação do protocolo Reef Check no Brasil.  

Em 2004, com o êxito do Programa Piloto, o Núcleo da Zona Costeira e Marinha do Ministério do Meio Ambiente instituiu o Programa Nacional de Monitoramento dos Recifes Brasileiros, que passou a ser financiado pelo MMA, executado pelo Instituto Recifes Costeiros e coordenado pelo Departamento de Oceanografia da UFPE, com o apoio do CEPENE/IBAMA. Com a continuidade e ampliação das atividades de monitoramento dos recifes brasileiros, propostas pelo atual Programa, por meio do método Reef Check, o Brasil pôde, pela primeira vez, divulgar o diagnóstico do estado de conservação de seus recifes em escala global. Ressalta-se que esforços coordenados com outros projetos (Projeto Recifes Costeiros, Projeto CORAL VIVO e Projeto FOCO), que sobrepõem áreas de trabalho e formam e equipes conjuntas, têm somado positivamente na obtenção de informações e no debate dos resultados e recomendações. Atualmente, as atividades de monitoramento têm sido executadas nos seguintes locais: Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (PE e AL), Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Coral (RN), Fernando de Noronha (PE), Reserva Biológica do Atol das Rocas (RN), Reserva Extrativista do Corumbau (BA), Área de Proteção Ambiental Ponta da Baleia, Praia do Forte (BA), Ilha de Itaparica (BA), Praia de Porto de Galinhas (PE) e Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, Porto Seguro (BA). Outro fator de sucesso no Programa é a participação voluntária e o apoio obtido em todos esses locais de trabalho, demonstrando a excelente aceitação do método Reef Check, além do reconhecimento da importância deste tipo de iniciativa.

Site: www.recifescosteiros.org.br/reefcheck

 



“PROJETO TUBARÃO”

Coordenador: Dr. Mauro Maida

Na última década, pessoas que desfrutam das praias de Recife (PE), especialmente da praia de Boa Viagem, vem sofrendo com os constantes ataques de tubarões, fato que tem causado sérios danos de imagem ao turismo marinho pernambucano e excluído a comunidade local dos esportes náuticos, principalmente o surf, atividade praticada há muitos anos por jovens de todas as classes sociais.

Diversas razões são atribuídas aos ataques de tubarões, dentre elas: a degradação ambiental, ocasionada pela construção do Porto de Suape e conseqüente degradação de uma extensa área de manguezais; a pesca excessiva ou sobrepesca, que escasseia a oferta de alimentos para os predadores de topo de cadeia; a atração e mudança de comportamento de tubarões por dejetos lançados por matadouros nos manguezais e no mar, e a poluição de forma geral.

Até o momento, a estratégia implantada para o controle do problema tem sido pouco eficaz, pois está baseada em proibições e penalidades para a prática do surf na região e a utilização de técnicas pesqueiras para a matança de tubarões e a conseqüente “eliminação” do problema.  Essa estratégia além de não estar resolvendo o problema dos ataques, acelera o processo de degradação ambiental, uma vez que os tubarões são componentes de suma importância nos ecossistemas naturais que compõem o cenário pernambucano.

Neste contexto, o Projeto Tubarão, financiado pela AVINA e fruto de uma parceria entre o Instituto Recifes Costeiros e Instituto Praia Segura iniciada em 2005, visa demonstrar para as várias esferas da sociedade, através da realização de eventos educacionais e esportivos, que é possível uma convivência harmônica entre a “vida humana” e “a natureza”. Ademais, o projeto sustenta a premissa de que uma ampliação do espectro das ações sociais, econômicas e ambientais, tendo a melhoria da qualidade ambiental marinha como produto, é crucialmente necessária para a solução definitiva do problema de ataques de tubarão em Pernambuco.

Como passo inicial, este projeto prevê a criação e implantação de um sistema demonstrativo que permita a realização de eventos esportivos com segurança, principalmente a prática do surf na praia de Boa Viagem, através da confecção, implantação e operacionalização de uma Tela de Proteção contra ataques de tubarões, e assim, assegurar a convivência harmônica entre o surf e a presença de tubarões durante a realização desses eventos.

 


PROJETOS EXECUTADOS



“Pew Fellows Program”

Coordenador: Dr. Mauro Maida
(Departamento de Oceanografia - UFPE)

O Projeto, financiado desde 1998 pelo Pew Fellows Program in Marine Conservation, tem como objetivo pesquisar a capacidade de recuperação dos recifes costeiros localizados na Área de Proteção Ambiental Marinha Costa dos Corais, assim como mapear as fontes potenciais de recrutamento de corais e peixes para os recifes degradados. Os resultados obtidos nestas pesquisas serão utilizados como subsídio para o zoneamento e manejo da APA Costa dos Corais, compreendida entre Tamandaré-PE e Paripueira-AL servindo de modelo para implantação em outras regiões.

 


“Centro de Interpretação Ambiental Recifes Costeiros”

Coordenador: Dr. Mauro Maida

O Centro de Interpretação Ambiental (CIA) Recifes Costeiros foi um projeto financiado pela AVINA e seu objetivo foi divulgar as ações realizadas pelo Instituto Recifes Costeiros (IRCOS), além do conhecimento relacionado à questão ambiental e da necessidade da conservação dos ambientes costeiros e marinhos, por meio de uma maior integração com a comunidade e da valorização da cultura local.

Para cumprir esses objetivos, diversas atividades foram desenvolvidas no período de funcionamento do Centro, entre Novembro de 2004 a Abril de 2005. Dentre elas, destacaram-se a realização de palestras e oficinas, a exibição de vídeos ambientais e eventos culturais, e apresentações de grupos locais.

A possibilidade de realizar todas essas ações, através da AVINA, demonstrou que é de extrema importância à implantação de um programa de educação ambiental no município de Tamandaré, em função de sua riqueza natural e cultural (recifes costeiros, manguezais, mata atlântica, edificações antigas, fortaleza etc.) e do interesse e necessidade demonstrada pelas pessoas que freqüentaram e apoiaram o CIA.

Cabe ressaltar que as atividades desenvolvidas pelo Centro contaram com a participação dos profissionais do Projeto Recifes Costeiros e do Instituto Recifes Costeiros, como também o apoio dos alunos do VI Curso de Especialização em Gestão de Ambientes Costeiros Tropicais - UFPE, da Secretaria de Turismo, Comércio, Cultura e Meio Ambiente de Tamandaré, do CEPENE/IBAMA, da APA de Guadalupe, do COMDEMA, dos comerciantes e do trade turístico local.



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